janto palavras,
sonho amargo,
certas coisas são:
como devem ser.
sonho amargo,
certas coisas são:
como devem ser.
corro até o fim,
choro salgado,
o avesso:
confesso que subtraio.
conto os meus sonhos,
provo do azedo,
bato no acidental:
sem disfarçar o medo.
vivo novos dias,
abraço o perene,
eternizo doces venturas:
discretas epifanias.
quem somos nós, afinal?
consciências?
corpos?
anseios?
pó?
átomos?
universos?
e só?
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