quarta-feira, 2 de março de 2022

Fragmentos

Que hipérbole que nada,
somos grãos na estrada.
Ligeiras expressões
disfarçadas de nada.

Sinestesia talvez,
doces abraços.
Sonhos de calçada:
alguns alcançados.

Chega de eufemismo,
eu sei que tudo acaba.
Já fui um pouco de tudo
e muito de quase nada.

Alguns sorrisos falam,
a arte me acalma.
No dia a dia,
palavras destrocadas.

Enquanto me assiste,
disfarço minha condição.
Pernas inquietas,
antigas abstrações.

Eu olho no relógio
Quantas horas faltam?
coisas vêm, outras vão,
algumas até se salvam.

No céu, as nuvens prometem chover
um pouco mais forte que ontem.
Feche a janela.



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