quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Verdade

Tudo passará, 
depois que um tanto te mudar.
Pode disfarçar um pouco mais.
Pegue as suas coisas, 
vamos demorar.
Você sumiu. 
Ninguém te viu mais.
O mundo gira sem ciranda, 
eu sei. 
Pode se entregar, 
vai...
Transcenda a dor, 
seu mundo vai voltar, 
quem sabe?











segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Fragmentos

O dia vem e vai e eu aqui à toa.
É muita explicação pra dar.
Os prédios e as ruas retratam pessoas.
Segure o agora com toda sua força.

Tudo são extensões de nós mesmos.
Coisas vêm, outras vão, a gente fica.

O mundo desabou tantas vezes.
É dia de cruzar o mapa
Dos retalhos faremos singeleza.
Sonhos que se calam, dias perdidos.
Divido a minha loucura e o perigo.
Paredes sem janelas, vida incerta.
Procuro beleza onde ela não existe.

Tudo são extensões de nós mesmos.
Coisas vêm, outras vão, a gente fica.

É dia de cruzar o mapa com você.
O mundo desabou tantas vezes.
Dos retalhos faremos singeleza.



sexta-feira, 21 de outubro de 2016

A chuva é só uma fase.

Navalha, sorriso, perdão:
o fim do dia chegou mais uma vez.
Nossos devaneios vão transcender toda amargura, toda aflição.
Perderemos o temor do que vai acontecer mais tarde.

Olho ao meu redor
e digo:
não há porque desistir
é só uma fase.
Encontre os velhos discos,
as novas amizades.
Aprenda coisas novas.
Viva o hoje...

sábado, 24 de setembro de 2016

Menino

Nunca fui dublê
mas jogaram fogo em mim.
Tive que conhecer
a minha própria luz

Dia desses desci
pra algum lugar mais calmo.
Sem heroísmo
ou gesto decorado.

O infinito me apanhou,
amor desencontrado,
rompendo a ira,
os pesares.

Nunca fui estrangeiro
mas também não sou daqui.
Conversas rasas,
gavetas misturadas.

Vida citadina
corrida, distraída.
Uma profusão de mares
e noites clandestinas.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Quase alguma coisa

Parece um voo cego.
Rumo a lugar algum.
O acaso é uma força.
Folhas de rascunho.

Na linha do trem,
Mesma repetição.
Velhos artefatos,
Em cada estação.

No céu,
as nuvens
prometem chover
um pouco mais forte do que ontem.

Quase fictício:
tudo, o agora,
a memória.

Quase imprevisível
tudo, o amanhã
as respostas.

Cortina amarelada,
paredes desgastadas.
Retrato indecifrável.
Que hipérbole que nada

Pernas inquietas
Velhas abstrações.
Quase fiquei mudo
Com pouco e quase tudo.

Eu olho no relógio
Quantas horas faltam?
Quase morri na praia.
com tudo e quase nada.

Se temos de esperar
que seja pra sorrir sem fim.


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A gente é feliz assim

Alguma coisa aconteceu.
Quem diria?

Refrão

Corre pra cá.
E vem ver o dia.
Vamos aproveitar
mais um pouco.
Às vezes, 
tudo é tão desarranjado.
Tudo bem...
tudo passará.

Tantos perrengues.
Busão lotado
As luzes da cidade:
cada vez gritam mais alto.

A mente ficou clara.
O céu sorriu pra mim.
Tantas histórias mal escritas.
A gente é feliz assim.

A gente curte arte brasileira
musica, 
fotografia,
sentir a natureza.

Dias perdidos.
Coisas prosaicas.
O tempo vai passando
Cansei de ficar parado

As horas são números.
Os dias são passos.
São muitos acasos.
Papéis amassados.

Planos desbotados
Chegou atrasado?
Tá na rua!
Fadado ao grande fracasso.

A sociedade está clamando:
Dias melhores.
Dias melhores.

Eu sigo inconsequente, 
seguindo sempre em frente.
A chuva já passou,
vivamos o presente.

Gentileza gera gentileza.
Sonhar não faz mal.
Viver é que faz:
em meio ao caos.

Pedregulho, caminho,
confusão, devaneio,
tudo rápido, parado, 
perdido no cansaço.

Recicle a sua alma e
respire fundo.
Mantenha a sua mente
neste mundo.

Enxergue valor nas coisas 
simples da vida.
Sorria.
Esqueça das feridas.

Vamos cruzar a cidade
Vamos fazer a porra toda
Eu quer ver você sorrir.

É hora de evoluir,
mudar pra construir,
lapidar os pensamentos,
melhorar sem inibir.

Não fique parado.
Olhando pro espaço.
Não fique parado.
Não fique parado.


sábado, 9 de janeiro de 2016

Dentro de nós

Dias perdidos.
Cousas prosaicas.
Sonhos ficcionais.
Prolixo? Até demais.

Envelheci muitos anos...
e o mundo continua se metamorfoseando.
Hoje tento transgredir:
os limites.

Um belo conjunto de palavras 
dança descontroladamente em minha cabeça.
Neste curto instante:
o agora.

O céu estrelado.
O rádio ligado.
Meus sonhos contados:
só queria poder alcançá-los.